"O começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são" - Aristóteles

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Ago 09

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Mai 09

 

 


30
Abr 09



24
Abr 09

Notícias importantes para os diabéticos hoje: um novo método de os tratar, usando sangue umbilical, reportado pelo Dr. Bruce Hensel.

" O sangue do cordão umbilical é rico em células estaminais: este estudo investiga o modo como a administração de sangue umbilical irá afectar os diabéticos recentemente diagnosticados", afirmou o Dr. Hensel.

Barrett Ross é uma estrela do baseball em ascenção e também um pioneiro da medicina. É uma das 23 crianças que fazem parte deste estudo revolucionário, que pretende verificar se uma infusão de sangue umbilical armazenado pode abrandar o desenvolvimento da diabetes tipo 1.

O Dr. Michael Haller está a conduzir o estudo "para ver se essas células podem ser reintroduzidas e fortalecer o sistema imunitário de modo a proteger algumas células beta que ainda existam após o diagnóstico de diabetes tipo 1. E muitos destes pacientes continuam a produzir insulina durante um grande período de tempo".

A mãe de Barrett encontrou este estudo sozinha.

"Começaram a pesquisar na internet e alguma coisa lhes despertou a atenção. Pensaram: nós armazenámos o sangue umbilical. Vamos ver se existem estudos que envolvam sangue umbilical e diabetes", contou o Dr. Haller.

A família Ross não desperdiçou a oportunidade de participar e enviaram o sangue umbilical de Barrett para o laboratório do Dr. Haller para processamento e possível reinfusão. Parece ter tido algum resultado: Barrett está a usar menos insulina nas suas injecções diárias.

"Costumava usar muita, muita insulina. Mas agora, como os meus níveis estão melhores, uso menos", conta Barrett.

O pai de Barrett, Brian Ross, afirma: "Passados dois anos, ainda estamos em "lua-de-mel". Barrett continua a produzir insulina".

Mas o Dr. Haller afirma também que isto não é uma cura. "Penso que existe uma grande expectativa, mas nesta altura temos que ser cuidadosamente optimistas. O que verificámos é que parece haver um atraso ou uma diminuição da velocidade a que estas crianças perdem a capacidade de produzir insulina. Bem, estamos agora a travar uma batalha em esforço".

"Este estudo único já não está a recrutar pacientes, mas tendo em conta os bons resultados obtidos, esperamos que um estudo de fase 2 esteja já a ser planeado. Esta é apenas uma das formas como as células estaminais, e outros tipos de células, são usadas para tratar a diabetes", afirma o Dr. Hensel.

 

Fonte: NBC LA News


21
Abr 09

Investigadores criam o primeiro nicho celular funcional

 

por KRISTA CONGER

 

Goste-se ou não, a nossa sala diz muito sobre nós. Se um estranho andar a bisbilhotar por uns instantes, pode ficar com uma boa ideia dos nossos gostos e talvez até dos nossos planos futuros. Os cientistas de universidades médicas, utilizando uma técnica semelhante de "bisbilhotice" para saberem mais sobre o desenvolvimento das células estaminais, deram um significativo passo em frente, concebendo uma forma de recriar o ambiente celular - um microambiente chamado nicho - num modelo animal.

"Isolámos células ósseas de ratos, responsáveis pela formação de osso e cartilagem, e que também atraem células estaminais isoladas da corrente sanguínea", disse o médico Irving Weissman, professor de Investigação Clínica na Pesquisa do Cancro, Virginia & D.K. Ludwig, e Director do Instituto de Biologia de Células Estaminais e Medicina Regenerativa da Universidade de Stanford. "As células estaminais colonizam estes nichos e fabricam sangue que é exportado para todo o corpo."

É a primeira vez que cientistas criam um nicho funcional de células estaminais para estudos futuros. Planeiam usar o sistema para determinar a forma como os nichos interagem com as células estaminais sanguíneas de modo a afectar o seu desenvolvimento, e também a forma como as leucemias respondem a estes nichos. Também irão estudar a capacidade destas células curarem osso e cartilagem.

(...)

As células estaminais formadoras de sangue (hematopoiéticas) localizam-se principalmente na medula óssea. Os investigadores descobriram que um subconjunto específico de células ósseas fetais de rato conseguiam não só alojar-se e produzir osso quando injectadas próximo dos rins de um rato, mas também formaram uma cavidade de medula óssea que abrigou células estaminais sanguíneas do hospedeiro. Em contraste, outros subconjuntos de células ósseas fetais apenas geraram osso.

"Uma das características mais espantosas deste estudo foi a formação organizada de osso, cartilagem e nichos de células estaminais sanguíneas a partir de um conjunto inicial de células dispersas", afirmou Weissman, também membro do Centro de Cancro de Stanford. "Se conseguirmos descobrir a célula filha responsável pela formação do nicho, poderemos eventualmente expandir o número de células estaminais sanguíneas de modo a que um pequeno número de, por exemplo, células estaminais do sangue umbilical, possa ser aumentado de forma a tratar vários pacientes com anomalias na formação de sangue."

A supressão da expressão de factores envolvidos num processo de formação óssea especializado chamado ossificação endocondrial no rato hospedeiro, fez com que a formação da cavidade de medula óssea parasse, bem como o recrutamento de células estaminais do hospedeiro. Utilizando células ósseas fetais semelhantes de partes do esqueleto que não passem por este processo - tais como o crânio e os maxilares - também bloqueia a formação destas cavidades. As descobertas sugerem que a ossificação endocondrial é um passo necessário para a criação de uma "casa" para as células estaminais.

(...)

 

Traduzido de http://med.stanford.edu/mcr/2009/stem-niche-0107.html.


16
Abr 09

Press Release: Raynish Consumer

Data: 2 de Dezembro de 2008

 

Uma menina de Auckland tornou-se na primeira Neo-Zelandeza a passar por um tratamento inovador, utilizando células estaminais do cordão umbilical para tratar lesões cerebrais resultantes do parto.

Maia Friedlander, de 4 anos, foi tratada com o seu próprio sangue umbilical na Universidade de Duke, na Carolina do Norte, EUA, em Agosto de 2008 e os pais afirmam que os resultados vistos nas 12 semanas seguintes foram extraordinários.

O pai de Maia, Daniel Friedlander, disse que antes do tratamento, Maia tinha dificuldade em correr, mastigar e comunicar - apesar de ter até 6 horas de terapia por dia durante os últimos três anos.

"A falta de oxigénio provocou-lhe um atraso no desenvolvimento, o que significa que os seus progressos eram inconsistentes e lentos e deixavam-na frustrada, tal como a nós. Estávamos perante um cenário de terapia para o resto da sua vida, sem perspectivas de melhoras. Como tínhamos armazenado o seu sangue umbilical à nascença com o CordBank, fomos eligíveis para o programa de re-infusão na Universidade de Duke - chefiado pela Dra. Joanne Kurtzberg, uma oncologista pediátrica de renome. Apenas as crianças que tenham o seu sangue umbilical armazenado podem receber este tratamento", disse Daniel.

Desde 2003 que a Dra. Kurtzberg já fez re-infusões em 50 crianças com o seu próprio sangue umbilical, para tratar paralisia cerebral e lesões cerebrais. A primeira criança a receber o tratamento há 3 anos, o americano Ryan Schneider, está agora livre de qualquer problema e completamente saudável. Todas as outras crianças que receberam re-infusões para o tratamento de lesões cerebrais mostraram melhorias.

O sangue do cordão umbilical contém células estaminais especiais que apenas podem ser recolhidas à nascença. Como são 100% compatíveis com a pessoa de onde foram recolhidas, têm sido usadas com sucesso para "reiniciar" o sistema imunitário após tratamentos de cancro e são agora utilizadas para reparar lesões cerebrais e diabetes tipo 1.

Daniel diz que a re-infusão, que demorou 2 horas, "destrancou" totalmente a porta da personalidade e do desenvolvimento físico de Maia. "Apenas alguns dias após o procedimento, os seus olhos estavam mais alerta e perdeu o ar desfocado e ausente que sempre teve. Os seus braços e pernas começaram a endireitar-se e a sua coordenação motora melhorou".

Desde que regressou a casa, Maia continua a fazer progressos e já vai à escola 5 dias por semana. "Nem queríamos acreditar nas mudanças que ela teve. Maia agora fala, abraça-nos, brinca e levanta-se para arreliar a irmã - e nós não podíamos estar mais felizes. Maia teve uma segunda chance na vida e agora podemos ter a família com que sempre sonhámos".

"A ciência ainda não consegue explicar exactamente como isto funciona, mas há quem acredite que as células estaminais do cordão umbilical têm um "mapa" que as leva atá aos tecidos danificados e, uma vez lá, têm a capacidade de os "reconstruir". Todos sabemos que isso resultou para a Maia".

"Não podíamos estar mais agradecidos pela mudança dramática que isto teve nas nossas vidas e queremos garantir que outras famílias tenham a consciência de que podem preservar o sangue do cordão umbilical dos seus filhos à nascença".

Daniel conclui: "Nunca sabemos o que pode acontecer ao nossos filhos, mas quando armazenamos o seu sangue umbilical, temos opções - como a opção que tivémos para a Maia".


15
Abr 09

Um ensaio clínico envolvendo uma potencial nova terapia com células estaminais para o tratamento da esclerose múltipla (EM), foi considerado "entusiasmante" pela equipa de investigadores.

O estudo foi publicado na revista médica Lancet Neurology e indica que, ao injectar os pacientes com as suas próprias células estaminais, pode ser possível reverter as disfunções neurológicas da EM em fase precoce.

A técnica foi utilizada em 21 pacientes com EM remitente-recorrente, diagnosticados há 5 anos.

Investigadores da Northwestern University's Feinberg School of Medicine afirmam que os pacientes mostraram melhorias durante os 24 meses seguintes, período após o qual estabilizaram.

"É a primeira vez que mudámos o rumo desta doença", disse o investigador principal, Dr. Richard Burt, chefe de Imunoterapia para Doenças Auto-Imunes, da Feinberg School. E acrescenta: "O que fizemos é muito promissor e emocionante, mas precisamos de o provar num ensaio randomizado".

O Dr. Doug Brown, investigador da MS Society (Sociedade de Esclerose Múltipla) concordou que estes resultados são bastante encorajadores. Afirmou que "as células estaminais estão a mostrar cada vez mais potencial no tratamento da EM e o nosso desafio é provar a sua eficácia em ensaios clínicos que envolvam um grande número de pessoas".

 

Fonte: Times Online

Artigo científico: The Lancet Neurology

 


27
Mar 09

Normalmente, quando se contactam as empresas de criopreservação, as perguntas feitas dizem respeito apenas aos preços, ao tempo de criopreservação e à possiblidade de pagamento a prestações ou acordos com seguros de saúde. No entanto, é essencial que sejam pedidas provas de outro tipo de garantias que algumas empresas dão, a saber:

  1. Certificação: se este for para si um ponto essencial, peça que a empresa lhe envie uma cópia do certificado que diz ter. É fundamental que a empresa escolhida seja certificada e acreditada de acordo com a legislação existente (e tendo em conta que Portugal só tem legislação desde 5 de Fevereiro de 2009, ainda não existe qualquer tipo de certificação nesse sentido no nosso país);
  2. Participação do Estado: se alguma empresa de criopreservação afirmar que tem participação de capital estatal, peça um documento que comprove isso mesmo e mostre-o a um advogado. O Estado português está em vias de lançar o Banco Público de Células Estaminais, pelo que não fará muito sentido investir num banco privado;
  3. Seguro em caso de falência: Não existe nenhuma companhia de seguros que garanta os serviços de uma empresa que entre em falência. Em Portugal não existe nenhum mecanismo que garanta a continuação da criopreservação das células estaminais caso a empresa escolhida deixe de existir. Se lhe garantirem que essa situação está segura, peça algum tipo de comprovativo e mostre-o a um advogado;
  4. Contrato de Armazenamento: Todas as empresas têm um contrato de armazenamento que deverá ser assinado por ambas as partes antes de se proceder à recolha e à criopreservação das células estaminais. Antes de se decidir por qualquer uma das empresas, peça uma cópia do contrato e analise-o.
  5. Disponibilização de dinheiro para tratamentos: Esta situação apenas acontece numa das empresas privadas existentes em Portugal. As condições da disponibilização deste dinheiro estão num segundo contrato, à parte do acordo de armazenamento. Antes de se decidir, peça também uma cópia deste contrato e analise-o.

Estes pontos são bastante importantes de confirmar, pois para muitos papás são factores de decisão e de escolha de uma empresa em detrimento de outra. Não custa nada pedir e, se os tiverem, as empresas não se importarão de os disponibilizar.

 


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